quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Rua


Vinhas a caminhar na minha rua com o teu ar muito calmo, sem pressas e com o teu ritmo melódico.
Paras-te! Algo te prendeu a atenção… Ficas-te imóvel durante quase 3 minutos, mas sempre numa posição elegante. Continuas a percorrer a rua à procura de um bom lugar para descansar. Vejo-te aqui de cima, aqui da minha varanda e pareces muito menos superior. Achas-te sozinho porque não me consegues ver… Sempre ouvi falar de ti como um ser orgulhoso, independente e viajante. Mas não… afinal não és assim, posso até dizer que me identifico contigo. Por breves instantes deixas cair essa tua máscara de “senhor” e simplesmente te deitas sobre o muro e aproveitas cada raio de sol como se fosse o último e tornas-te o ser mais comum à face da Terra.

Agora pergunto-te, não seria mais fácil deixarmos cair todos os nossos “eus” falsos e sentir o chamamento do batimento humano? ...

Bem, deixo-me de questionar e vou apenas juntar-me a ti e desfrutar desta simplicidade que tanto nos toca, gato. 

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