Foi como se tivesse ido num elevador sem volta. Daqueles que
apenas funcionam com a chave certa e única que não me pertencia. Decidi
arriscar subir… entrar e tentar chegar novamente a ti.
Cheguei e percebi que já não me pertencias, já não estavas
presente. Mais uma vez fiquei aqui, sem chão, numa queda sem fim em que não
respiro, não grito, já nem sentir consigo. E no fim, no final desta queda
constante não irei ter-te a amparar-me! Vejo-te bem, a sorrir, a sentir, feliz!
Gostava tanto de conseguir voltar a falar-te, a conseguir dizer que foi bom,
que foi especial mas por muito ferida que esteja não quero continuar assim.
Quero partilhar uma nova felicidade contigo, quero que os nossos encontros de
olhares deixem de ser a única coisa que nos une.
Só espero que um dia, se conseguir voltar a descer, consiga
levar o meu coração comigo e que me sinta com coragem necessária de ir até ti e
simplesmente sorrir-te…
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